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FRASES: Teodora Cardoso às contas com as Finanças Públicas

Lisboa, 25 jan (Lusa) – Teodora Cardoso vai deixar a presidência do Conselho das Finanças Públicas, organismo que nasceu na sequência do programa de ajustamento financeiro, que lidera desde fevereiro de 2012, e será substituída pela professora universitária Nazaré Costa.

Ao longo dos sete anos, economista nem sempre esteve de acordo com políticas orçamentais do Governo, mas sai mais otimista quanto ao défice das contas públicas.

 

 

+++ Seleção de frases de Teodora Cardoso na liderança do Conselho de Finanças Públicas ++++

 

“Sistematicamente, as previsões têm sido otimistas. Isto leva a um efeito [negativo] no médio prazo sobre a dívida pública; se esperamos que a economia cresça mais do que cresce, então fazem-se previsões para a receita acima da efetiva, o que resulta em aumentos do défice e da dívida pública.”

23-05-2012

 

“O Banco de Portugal faz previsões, mas com duas características: cinge-se ao ano corrente e ao próximo, o que não é suficiente para a programação de médio prazo. Além disso, o BdP é um banco central, que trabalha no contexto do Eurossistema, e tem regras próprias – por exemplo, não pode considerar medidas orçamentais que não tenham sido já aprovadas.”

23-05-2012

 

“Neste momento o ministro das Finanças já tem tanto poder que já não consegue executá-lo e usá-lo, porque no fundo ele é obrigado a autorizar tudo, até o contrato da empresa das instalações, sendo realmente evidente que não é um sistema eficaz e precisa de ser alterado”,

18-09-2012

 

“Há muitas coisas a fazer antes de cortar direitos.”

Jornal de Negócios, 11-10-2012

 

“A troika não se atreve a meter-se [com os grandes interesses], quanto muito exprime a necessidade.”

Diário Económico, 09-11-0212

 

“Não acredito que o ajustamento seja sustentável.”

Diário Económico, 09-11-0212

 

“A troika não é aquele papão que as pessoas imaginam.”

Diário Económico, 20-11-2012

 

“É uma coisa que detesto: fazer-se porque a troika mandou. Temos de perceber e discutir com a troika quando acharmos que o que nos estão a dizer para fazer não é o melhor para fazermos.”

13-12-2012

 

“Não temos só um problema macroeconómico, temos também um problema microeconómico e um seríssimo problema estrutural.”

22-02-2013

 

“Não é um problema só do ministro [das Finanças]. É dele e é da ‘troika’ [Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional].”

Sobre o falhanço nas previsões económicas

20-03-2013

 

“A ‘troika’ é muito pior do que os mercados, em vários sentidos.”

20-03-2013

 

“Não se pode pensar que renegociar a dívida é um remédio milagroso que resolva os problemas.”

05-06-2013

 

“Em termos de aumentos de carga fiscal, já não temos margem. (…) Temos de olhar para as despesas mas em termos de ganhos de eficiência e aí é que penso que ainda não chegamos.”

14-06-2013

 

“Não é possível suportar um regime de pensões da forma como criámos e, simultaneamente, o emprego, o rendimento e a produtividade em queda.”

TSF, 08-10-2013

 

“Um segundo resgate seria mau porque isso diz que não conseguimos cumprir o programa e que nem sequer estamos em condições de seguir no bom sentido, que seria a hipótese do programa cautelar.”

11-11-2013

 

“Todos temos a consciência de que a administração pública precisa de uma reforma em profundidade, de reduzir custos, de ser mais eficiente.”

Diário de Notícias/TSF, 01-12-2013

 

“Isso [reestruturação da dívida] é uma ideia que não só é má como é perigosa.”

Lusa, 06-02-2014

 

“Ficamos mais seguros se tivermos um programa cautelar.”

Lusa, 06-02-2014

 

“É evidente que fizemos um enorme esforço e que esse esforço deu frutos.”

Lusa, 06-02-2014

 

“Esta é a pior altura possível para falar de reestruturação da dívida, que tem como consequência a subida das taxas de juro, que é precisamente aquilo que se quereria evitar.”

12-03-2014

 

“Este imposto consistiria nos rendimentos das pessoas, seja trabalho ou capital, quaisquer rendimentos, serem pagos a uma conta bancária de poupança. Seria sobre os levantamentos dessa conta que indiciaria o imposto, com o pressuposto que só levantaríamos dinheiro dessa conta para gastar.”

Propondo um imposto sobre levantamentos bancários

24-03-2014

 

“A economia ainda não está em condições [de repor os salários na Função Pública e pensões de 2011], o Orçamento [do Estado] não está em condições para suportar isso.”

04-04-2014

 

“A Constituição deve estabelecer os princípios orçamentais. Agora, pôr um limite de 3% do PIB [Produto Interno Bruto] ao défice orçamental na Constituição seria uma coisa completamente impraticável.”

19-09-2014

 

“O crescimento económico não pode voltar a ser assente no consumo privado, tem que se inverter a ordem. Primeiro temos que ser mais produtivos, temos que exportar mais e importar menos.”

16-10-2014

 

“Acredito no compromisso do Governo [défice abaixo dos 3%] mas não me admira que sejam precisas mais medidas.”

Jornal de Negócios, 06-11-2014

 

“Se não fizermos nada caímos outra vez em défice excessivo.”

Expresso, 28-03-2015

 

“É impossível continuar a pensar na despesa pública como motor do crescimento.”

Antena 1/Diário Económico, 20-07-2015

 

“É claramente vantajoso [Portugal antecipar pagamentos ao FMI]. Por um lado porque é bom, em termos de imagem, mostrarmos a nossa capacidade de pagar isso, mas mais substancialmente porque é uma dívida cara.”

21-09-2015

 

“[O otimismo das previsões económicas feitas em Portugal] não só não é remédio, como pode ser um risco adicional [para sair da atual situação económica].”

26-04-2016

 

“Sobre a ideologia há uma ideologia que tenho: o respeito pela racionalidade económica.”

26-04-2016

 

“As sanções [por parte da Comissão Europeia] não fazem sentido e seriam um erro. Temos que ver se pomos a casa em ordem e se gerimos as coisas o melhor possível e, se assim for, temos bons argumentos para que não haja razões para sanções, independentemente do facto de o défice ter sido superior aos 3%. Não podemos é ‘falar grosso’ e fazer de conta que não é nada connosco.”

17-06-2016

 

“Enquanto andarmos a mexer em impostos de seis em seis meses, ou até menos, não criamos as condições necessários à confiança nem dos consumidores, nem dos investidores.”

15-09-2016

 

“Pergunta-me se a estratégia económica não funcionou: penso que, infelizmente, está bastante visível que não funcionou.”

15-09-2016

 

“A pior maneira de encarar a política económica é começar a pensar em função de resgates. Um resgate deve ser hipótese de excluir.”

15-09-2016

 

“O nosso sistema de finanças públicas ainda é o de Salazar”.

Eco online, 19-10-2016

 

“Se tivesse de apostar, diria que [o Orçamento do Estad para 2017] passava [em Bruxelas], mas não necessariamente pelas boas razões. Chumbar um orçamento é extremamente difícil, é um bocado como as sanções.”

27-10-2016

 

“Ouvimos a garantia de que esta recapitalização [da CGD] não seria levada em conta para efeitos do défice, mas lembro-me de o ministro das Finanças dizer que o Banif não contava e depois nos papéis da Europa lá estava o Banif considerado nas contas do défice.”

17-11-2016

 

“Não há soluções milagrosas nem soluções muito rápidas. Precisamos de facto de reduzir o rácio da dívida pública para se tornar sustentável, mas não podemos imaginar que podemos fazê-lo muito rapidamente. Temos de fazê-lo com persistência e segurança.”

05-06-2017

 

“O que se trata é de não entrar em baixar impostos e aumentar despesas simplesmente porque já reduzimos o défice, isso dá de certeza mau resultado.”

28-09-2017

 

“O processo de gestão das contas públicas não se alterou significativamente, desde os tempos do antigo regime.”

29-11-2017

 

“No tempo do Salazar não havia défices [saldo negativo], portanto, o poder todo em matéria de gestão do orçamento estava no ministro das Finanças, que era quem decidia se havia ou não dinheiro e, se não havia, cortava nas despesas.”

29-11-2017

 

“O Governo tem boas condições para ser reeleito, continuando neste caminho e não fazendo coisas que o desfaçam.”

Lusa, 25-03-2018

 

“É um mistério o desemprego descer e os salários não subirem.”

TSF/Dinheiro Vivo, 12-05-2018

 

“Não temos margem para subir nem descer impostos.”

Jornal de Negócios, 24-09-2018

 

“Isto não se resolve a fazer cativações aqui ou ali.”

Jornal de Negócios, 24-09-2018

 

 

AN // JNM

Lusa/Fim

Author: Boss

Autoria: Lusa / Notícias
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