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PS na câmara do Bombarral chumba contas de 2017 do executivo anterior

Bombarral, Leiria, 28 abr (Lusa)- A Assembleia Municipal do Bombarral chumbou, hoje de madrugada, o Relatório de Contas de 2017, ano em que o Município foi governado pelo PSD/CDS-PP até às eleições autárquicas de outubro, ganhas pelo PS.

O Relatório de Contas de 2017 foi reprovado com 13 votos contra do PS, duas abstenções da CDU e 10 a favor do PSD e CDS-PP.


Para os socialistas, PSD e CDS-PP preocuparam-se em arrecadar receita, pagar despesa corrente e reduzir dívida e não em apostar em investimentos e fundos comunitários, em relação aos quais obteve uma taxa de 0% de aprovação.


“A falta de investimento público nos últimos oito anos arrastou o concelho para um fosso maior, relativamente à média da região, dos níveis de qualidade de vida dos residentes do concelho”, concluem.


A “falta de ambição”, segundo os socialistas do Bombarral (distrito de Leiria), para a qual vinham a alertar ao longo dos últimos anos, culminou com a derrota da coligação de direita, nas últimas eleições autárquicas.


Para o PSD, houve um esforço para recuperar e manter o equilíbrio orçamental, controlar a despesa, com redução dos custos com pessoal em 6%, de fornecimentos de serviços externos em 14% e das amortizações em 3%, sem faltar investimento.


O resultado líquido positivo de 1,9 milhões de euros, a redução de dois milhões de euros na dívida em 2017 e a transição de 642 mil euros do saldo de gerência para 2018, revelam “rigor e transparência na utilização dos recursos municipais e proporcionam à atual câmara “uma situação financeira tranquila e controlada”.


De acordo com o Relatório de Contas, a que a agência Lusa teve acesso, a Câmara do Bombarral encerrou 2017 com um resultado líquido positivo de 1,9 milhões de euros, melhor do que 2016 (254 mil euros) e 2015 (1,2 milhões de euros).


A execução orçamental da receita foi de 86,5%, já que, de um orçamento de 10,2 milhões, após 19 modificações, arrecadou 8,8 milhões de euros.


Os impostos diretos pesam 26,5% da receita total, mas têm vindo a descer no concelho de 2015 para 2017 o Imposto Municipal sobre Imóveis (1,7 para 1,5 milhões), o Imposto Municipal sobre Transações de Imóveis (370 para 329 mil) e a derrama (38 para 25 mil).


A despesa atingiu uma execução orçamental de 81,5%. Dos 10,6 milhões orçamentados, foram assumidos 9,2 milhões de euros e pagos 8,6 milhões de euros.


Entre 2015 e 2017, baixaram as despesas com pessoal (3,4 para 3 milhões de euros), que representam um peso significativo na despesa das câmaras municipais, com aquisições de bens e serviços (4,3 para 3,7 milhões de euros) e com amortizações de empréstimos (161 para 21 mil euros).


O Município fechou o ano com um passivo de 2,3 milhões de euros, quando a dívida total era de 2,8 milhões de euros em 2016 e 4,3 milhões de euros em 2015.


A redução do passivo foi resultado da diminuição em 17% da dívida de médio e longo prazo, mas também da de curto prazo, que baixou de 1,8 milhões de euros em 2015 para 551 mil euros em 2017.


A Câmara do Bombarral serve uma população de 13 mil habitantes.


Nas eleições autárquicas de outubro de 2017, o PS reconquistou a Câmara ao PSD ao fim de 24 anos, tendo Ricardo Fernandes sucedido a José Manuel Vieira.


 


FYC // ZO


Lusa/Fim

Author: Boss

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