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Bombarral e Cadaval lançam concurso para construir abrigo intermunicipal de animais

Cadaval, Lisboa, 15 set (Lusa)- As câmaras do Bombarral e do Cadaval vão lançar um concurso público de 310 mil euros para a construção de um abrigo de animais que irá servir os dois concelhos, para a qual assinaram hoje um protocolo.

À semelhança do que já acontece em ambos os concelhos do distrito de Lisboa, os dois municípios asseguraram que não haverá abates no futuro abrigo, antecipando-se assim à lei que proíbe o abate de animais nos canis municipais.


“Nenhuma das câmaras tem abrigo de animais e os dois que existem pertencem a associações de animais, mas estão excessivamente lotados e não têm as condições que vamos ter no abrigo intermunicipal”, justificou o presidente da Câmara do Cadaval, José Bernardo Nunes, em declarações à agência Lusa.


Ambos os municípios querem que as respetivas associações de animais continuem a colaborar na recolha e tratamento de animais abandonados, esterilizações, adoções e também nas tarefas e despesas de manutenção do abrigo.


Orçado em 310 mil euros, cabimentados em ambos os orçamentos municipais, o abrigo intermunicipal do Bombarral e Cadaval vai ter capacidade para mais de uma centena de animais, podendo vir a receber cães, gatos e outros animais de grande porte.


Depois de aprovarem o projeto e a repartição de encargos pelos anos de 2017 e 2018, as câmaras municipais estimam poder lançar o concurso público na próxima semana.


O projeto está previsto para um terreno localizado na freguesia do Cadaval, pertencente aos dois municípios, onde funcionou até 2001 uma lixeira intermunicipal, selada após a inauguração do Aterro Intermunicipal do Oeste.


Além de boxes para os animais, contempla ainda áreas de atendimento administrativo, tratamentos veterinários e armazenagem de rações e outros produtos.


Em março, a Comunidade Intermunicipal do Oeste (OesteCim) admitiu avançar com os primeiros centros de recolha de animais intermunicipais do país para colmatar as dificuldades de resposta das autarquias às exigências legais em termos de bem-estar animal.


“Temos sido confrontados com a possibilidade de haver nova regras em relação à questão da recolha dos animais, esterilização e eutanásia e preocupa-nos neste momento não termos as condições adequadas”, admitiu Pedro Folgado, presidente da OesteCim.


Segundo o responsável, nem todos os municípios integrados na comunidade intermunicipal têm centros de recolha oficiais.


A proposta em discussão com o PAN passava inicialmente pela possibilidade de construção de um centro de recolha para todo o Oeste, projeto que Pedro Folgado considerou ser “megalómano” e “pouco eficaz”, devido à extensão do território dos 12 concelhos.


A OesteCim integra os municípios de Alcobaça, Alenquer, Arruda dos Vinhos, Bombarral, Cadaval, Caldas da Rainha, Lourinhã, Óbidos, Nazaré, Peniche, Sobral de Monte Agraço e Torres Vedras.


 


FYC (DYA) // MCL


Lusa/Fim


 

Author: Boss

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