Caldas da RainhaDesportoEconomiaLusa
Golfe do Bom Sucesso em insolvência mas administração mantém trabalhadores
Óbidos, 18 jun (Lusa) — A empresa Golfe Bom Sucesso, proprietária do campo de golfe do BOM SUCESSO Design Resort, no concelho de Óbidos, foi declarada insolvente, mas a administração assegurou hoje que vai manter os trabalhadores.
Óbidos, 18 jun (Lusa) — A empresa Golfe Bom Sucesso, proprietária do campo de golfe do BOM SUCESSO Design Resort, no concelho de Óbidos, foi declarada insolvente, mas a administração assegurou hoje que vai manter os trabalhadores.
“A empresa está em insolvência mas o campo de golfe vai continuar a funcionar e vão ser mantidos os atuais cerca de vinte trabalhadores”, disse à Lusa Maria da Graça Meireles, administradora da Golfe Bom Sucesso – Exploração de Equipamentos Desportivos.
A insolvência da empresa, que opera o campo de golfe do BOM SUCESSO Design Resort, Leisure & Golf, foi declarada pelo Tribunal das Caldas da Rainha na passada sexta-feira.
O tribunal nomeou para administrador da insolvência António Seixas Soares e determinou um prazo de trinta dias para que os devedores possam reclamar os seus créditos.
A decisão foi hoje comunicada aos trabalhadores por Maria da Graça Meireles, mas funcionários do campo de golfe afirmaram à Lusa que “a promessa de manutenção dos postos de trabalho não os descansou” e que irão constituir uma comissão de trabalhadores para reivindicarem os respetivos direitos.
Os trabalhadores, que pediram o anonimato, queixam-se de ordenados em atraso desde dezembro de 2013, mês em que “não foram pagos os subsídios de Natal” e a partir do qual “os pagamentos são 100 euros de uma vez, duzentos de outra, mas nunca o ordenado completo”.
No final da reunião com a administração, os funcionários da empresa mostraram desconfiança em relação às intenções dos proprietários, avançando a suspeita de que “o objetivo de manter os trabalhadores seja apenas para manter o campo cuidado para ser vendido”, não tendo sido dadas quaisquer garantias de que os ordenados em atraso sejam repostos.
“Pelo contrário, o que nos disseram é que vão continuar a receber como até aqui, conforme as disponibilidades de tesouraria, sem dia nem valor certo”, lamentaram.
O tribunal designou ainda o dia 4 de agosto para a realização de uma assembleia de credores da empresa responsável pelo campo de golfe integrado num resort de cinco estrelas e que foi considerado PIN (Projeto de Potencial Interesse Nacional).
O aldeamento tem 601 moradias, um hotel, um campo de golfe de 18 buracos e estava prevista a construção de mais dois, que no total dotariam o empreendimento de 1050 casas.
Em março de 2012 o administrador do empreendimento, Paulo Graça Moura reconheceu à Lusa que o grupo devia já “mais de um milhão de euros a empreiteiros” e “muitos milhões à banca, que reúne, de longe, a maior fatia das dívidas”.
Porém, na ocasião admitia ainda a hipótese de “encontrar uma solução para tentar pagar a toda a gente”.
DYA // ZO
Lusa/fim
Autoria: Lusa / Dina Aleixo