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Pensamento de um cidadão preocupado

Portugal gastou o que não tinha, aplicou mal e onde não devia, não produz o que consome e importa o que podia produzir.

Estão instalados vários medos na sociedade civil actual, que vão deixando a maioria dos cidadãos angustiados, com efeitos devastadores na saúde, no relacionamento colectivo, principalmente no relacionamento familiar.

Quero destacar alguns medos que me preocupam, quer a nível mundial, quer muito especialmente em Portugal.

Há medo da impunidade dos ladrões e gatunos, dos corruptos e dos criminosos. Há medo da injustiça e da justiça corrupta. Há medo da classe política mal formada, oportunista, corrupta e incompetente, que nos transmitem uma insegurança angustiante. Há medo da falta de protecção da saúde, da velhice, da educação da família e da falta de emprego. Há medo de perder o que se tem. Há medo de não se conseguir obter o mínimo que se necessita.

Vivemos todos numa situação de medo e insegurança para o futuro, olhando para um horizonte negro, sem esperança, olhando à nossa volta sem encontrar alguém que nos possa ajudar a ultrapassá-lo.

É preocupante pensarmos que não é possível sobreviver numa sociedade que não produz o que consome, gasta o que não tem, num Estado que come a semente que deveria semear para produzir riqueza e aquilo de que necessita. Um Estado que não apoia a produção e quer esgotar com impostos todo o rendimento de quem produz sem dar nada em troca, é um Estado condenado à miséria e à guerra entre os seus cidadãos. “Quando não há pão todos ralham com razão”. (…)

Estamos perante situações escandalosas de esbanjamento de dinheiro para pagar ordenados chorudos, indemnizações, pensões e reformas conseguidas em meia dúzia de anos de suposto trabalho, de gestores públicos de instituições que nunca serviram nem servem para nada.

Cortes no rendimento de quem trabalha e para conseguir a sua reforma tem de trabalhar uma vida inteira, cujo rendimento não chega ou pouco sobra para gastar na saúde que arruinou na sua vida de trabalho.

Os políticos que exercem funções durante curtos espaços de tempo, para além de terem enchido o saco durante esse período com bons ordenados comissões e outros, ainda ficam com direito a subsídio de reintegração profissional durante algum tempo, como se durante o exercício das funções políticas não tivessem preparado bem o seu regresso à vida profissional em condições mais vantajosas às que tinham antes das funções políticas.

Não conheço nenhum político que tenha abandonado a vida política por vontade própria ou por exoneração que não esteja bem instalado na vida e bem remunerado.

Portugal recebeu subsídios da CEE que não soube aproveitar e endividou-se com dinheiro que esbanjou, como se não tivesse a responsabilidade de pagar, os seus principais responsáveis estão bem na vida e agora o “Zé Povinho” que se amanhe. (…)

A atitude hipócrita dos países credores de apoio e ajuda aos países em dificuldade, é tudo menos apoio ou ajuda.

Aparecem agora dois países da UE de braço dado, com propostas de salvação para a Grécia e outros países em dificuldade, numa atitude condenável de hipocrisia, pois aquilo que os preocupa e lhes interessa é salvar os seus créditos. Após os terem no bolso, ficam-se borrifando para a Grécia e a miséria dos seus cidadãos.

O nosso Governo tem como estratégia cumprir o acordo imposto pelos mandatários dos credores, cuja estratégia resume-se ao cumprimento das metas orçamentais para pagar juros da dívida, porque a amortização da dívida só poderá ser feita com crescimento económico e criação de riqueza e a única estratégia visível, é saber onde se pode cortar e onde se pode cobrar, assim até eu sei governar.

O nosso ministro das finanças parece-me um bom gestor de massas falidas e insolvências, inventaria o que há e distribui pelos credores, é assim como ele vê o nosso País, quando se cobram impostos sobre valores que não crescem, a pobreza é acelerada e o futuro está no caminho para o abismo.

A carga fiscal instalada e a que vem por aí, sobre as empresas e cidadãos comuns, a empresa e o cidadão que não tiver hipótese de se defender são sugados até ao tutano, atirados para a miséria e postos de lado.

O Estado não tem comportamento de “Pessoa de Bem” porque é mau pagador e é implacável a cobrar na hora.

A nossa classe política tem de se afirmar pelo seu carácter, pela sua capacidade de realização, pela honra da palavra dada, pelas provas dadas no seu exercício profissional e comportamento pessoal. Está à vista de todos os cidadãos o resultado de Governos chefiados por quem a única coisa que fez na vida foi política e de carácter duvidoso.

É preciso incentivar cidadãos competentes para se interessar pelo exercício da política, e que a moral venha ao de cima. (…)

Depois disto tudo, o que é que um cidadão comum medianamente informado pode pensar?

Afinal quem é que nos vai salvar?

Author: Boss

Autoria: João de Jesus
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