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Caldas da Rainha aderiu ao Dia Europeu sem Carros com diversas actividades

Cycling, jogos de xadrez, bicicletas, motas e carros eléctricos, acção de promoção de seguros para bicicletas e animação, foram algumas das acções que decorreram no último dia da Semana Europeia da Mobilidade, a 22 de Setembro, onde também foi assinalado o Dia Europeu Sem Carros, sendo que nessa data a autarquia das Caldas da Rainha colocou a utilização do Toma de forma gratuita.

As acções de rua decorreram numa zona sem tráfego automóvel de cerca de 1315m, que abrangeu várias artérias do centro da cidade. As Ruas General Queiróz, Emídio de Jesus Coelho e parte da Rua Heróis da Grande Guerra estiveram cortadas ao tráfego automóvel, salvo a veículos de socorro, o transporte urbano “Toma” e táxis.

Caldas da Rainha aderiu ao Dia Europeu sem Carros no âmbito da 10ª Semana Europeia da Mobilidade, que este ano teve como tema central “mobilidade alternativa”. A iniciativa, que foi lançada em 2002 e que conta com o apoio da Comissão Europeia, tem como objectivo sensibilizar os cidadãos para as vantagens de andarem a pé, de bicicleta e de transportes públicos. E também encorajar as cidades a promoverem um sistema de transportes eficaz ao nível dos recursos, a promoção do uso de combustíveis limpos e ainda, de propulsão humana.

Apesar de ser um ano de dificuldades, o Município das Caldas não deixou de assinalar o dia. A animação na cidade foi a custo zero, assente sobretudo em parcerias com entidades exteriores, nomeadamente o Ponto de Ajuda, Banco de Voluntariado da Escola Secundária Raul Proença, IEFP, Ginásio Balance, Associação Tabuleiro de Cores, Liberty Seguros, Associação Marcar o Ritmo, Auto Júlio, Almeida e Santos, Turn in Green e Move Free.

Destaque para o Ginásio Balance, que levou para o centro da cidade 10 bicicletas para a prática de cycling. O desafio esteve aberto a toda a população, tendo decorrido duas aulas com mais de 20 participantes. O vereador Hugo Oliveira, que também praticou esta modalidade, ficou surpreendido com a popularidade do cyling e adesão que teve. Inclusive teve uma praticante que lhe perguntou se amanhã também havia cycling na rua, pois “era melhor do que estar no café”. Isto levou o autarca a pensar numa nova actividade para as Caldas, onde através de parcerias se possam levar algumas modalidades do ginásio às ruas da cidade.

Quanto ao transtorno das ruas cortadas ao tráfego automóvel, Hugo Oliveira disse que “nos dias que correm as pessoas estão muito mais viradas para a percepção daquilo que é uma cidade cada vez mais sustentável e em busca de novas soluções”.

O autarca recordou que há cerca de 25 anos a Rua das Montras está fechada ao trânsito. “Na altura houve uma revolta de pessoas que não queriam que a rua fosse só pedonal e hoje ninguém pensaria em ter veículos a passar”, apontou.

Marlene Sousa

Author: Boss

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